Coimbra

Coimbra ali tão perto

Foi capital do reino e tem uma das universidades mais antigas da Europa. E o resto começa logo a seguir: o rio, as matas, uma cidade romana.

Centro histórico

A Alta e a Baixa, ligadas por escadinhas e ruas que poucos sobem de uma vez. Uma boa forma de chegar: deixar o carro junto ao Convento São Francisco e atravessar a ponte a pé.

≈ 3,7 km

Universidade de Coimbra

A torre, a que os estudantes chamam «a Cabra», também se visita. A vista sobre o Mondego paga os degraus.

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A história

Fundada em 1290 por D. Dinis, a universidade andou entre Lisboa e Coimbra até se fixar aqui de vez, em 1537, e pouco depois instalou-se no antigo paço real. É por isso que o Pátio das Escolas tem a vista que tem: antes de ser das aulas, foi dos reis.

Lá dentro ficam a Sala dos Capelos, onde ainda hoje se fazem as provas de doutoramento, e a Biblioteca Joanina, do tempo de D. João V, guardada à noite por uma colónia de morcegos que come os insetos que estragariam os livros. Desde 2013 é Património Mundial da UNESCO.

Foto: Daniel Villafruela, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

≈ 3,8 km

Sé Velha

Suba desde a Baixa pela rua do Quebra-Costas. O nome já avisa.

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A história

Parece mais uma fortaleza do que uma igreja, e não é por acaso: começou a ser construída no século XII, quando Coimbra era capital do reino e a guerra com os mouros ainda não ia longe. É uma das catedrais românicas mais bem conservadas do país.

Nas escadas em frente canta-se todos os anos a Serenata Monumental, que abre a Queima das Fitas dos estudantes.

Foto: Alvesgaspar, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

≈ 3,5 km

Mosteiro de Santa Cruz

Mesmo ao lado, o Café Santa Cruz ocupa parte do antigo mosteiro. Vale pelas abóbadas e por um café sem pressa.

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A história

Fundado em 1131 pelos cónegos de Santo Agostinho, com o apoio de D. Afonso Henriques, foi um dos grandes centros de saber do Portugal medieval. A fachada que se vê hoje é manuelina, do século XVI.

Os dois primeiros reis de Portugal, D. Afonso Henriques e D. Sancho I, estão sepultados na igreja, e é por isso que o mosteiro é Panteão Nacional.

Foto: Alexkom000, Wikimedia Commons, CC BY 4.0

Margem do Mondego

Do outro lado do rio, bem perto de casa, fica a Coimbra das lendas: a da Rainha Santa, a de Pedro e Inês, e a de um país inteiro em ponto pequeno.

≈ 3,3 km

Portugal dos Pequenitos

Com crianças, vá de manhã, antes de o calor apertar.

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A história

Abriu em 1940, por ideia do médico Bissaya Barreto e com projeto do arquiteto Cassiano Branco. É um país feito à medida das crianças: casas típicas de norte a sul, monumentos nacionais em ponto pequeno e pavilhões dedicados aos países de língua portuguesa.

Os adultos têm de se baixar para passar nas portas, e é aí que começa a graça.

Foto: Daderot, Wikimedia Commons, domínio público (CC0)

≈ 3,7 km

Quinta das Lágrimas

A quinta é também hotel e os jardins têm entrada paga. Confirme o horário antes de ir.

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A história

Diz a lenda que era aqui que D. Pedro se encontrava com Inês de Castro, e que foi aqui que ela foi morta, em 1355, por ordem do rei D. Afonso IV, pai de Pedro. A Fonte das Lágrimas teria nascido do choro de Inês, e as manchas vermelhas nas pedras seriam o seu sangue.

Camões contou a história n'Os Lusíadas. Quando Pedro chegou a rei, mandou levar Inês para Alcobaça, para um túmulo frente a frente com o que fez para si.

Foto: Daderot, Wikimedia Commons, domínio público (CC0)

≈ 3,5 km

Santa Clara-a-Velha

Logo acima fica Santa Clara-a-Nova, onde está o túmulo de prata da Rainha Santa.

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A história

Refundado em 1314 pela Rainha Santa Isabel, mulher de D. Dinis, o mosteiro foi construído demasiado perto do Mondego. Durante séculos, as cheias foram enchendo a igreja de lodo, até as freiras o abandonarem em 1677 por um mosteiro novo, no alto do monte.

Ficou meio enterrado até às escavações, e reabriu ao público em 2009, com um centro interpretativo que mostra o que o rio guardou.

Foto: Carlos P. Gonçalves, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Natureza perto de casa

Nem tudo em Coimbra são pedras antigas. Há sombra, rio e árvores com mais anos do que a casa.

≈ 3,1 km

Mata Nacional do Choupal

Plano e fresco: ótimo para caminhar ou correr de manhã cedo.

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A história

Foi plantada no fim do século XVIII para segurar as margens do Mondego, que todos os invernos alagava os campos. Ficaram os choupos que lhe dão o nome e, com o tempo, plátanos, freixos e eucaliptos.

Hoje são trilhos planos e à sombra, com o rio sempre ao lado. É o passeio mais próximo da Oryza.

Foto: Ricardo São Marcos, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

≈ 4,2 km

Jardim Botânico

A entrada principal fica na Alameda Dr. Júlio Henriques, junto ao aqueduto.

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A história

Criado em 1772 pelo Marquês de Pombal, na reforma da Universidade, para o ensino da história natural e da medicina. São cerca de 13 hectares em socalcos entre a Alta e o Mondego.

Tem estufas do século XIX, espécies de todo o mundo e, na parte mais baixa, uma mata com um bambuzal que parece de outro continente.

Foto: Alvesgaspar, Wikimedia Commons, CC BY-SA 3.0

Mais longe, de carro

Com um dia livre e o carro à porta, há uma cidade romana, uma mata de frades e o Mondego a correr entre serras.

≈ 18 km

Ruínas de Conímbriga

Comece pelo museu, à entrada, e leve chapéu: nas ruínas há pouca sombra.

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A história

Uma das maiores cidades romanas do atual território português, junto a Condeixa-a-Nova. Ainda se percorrem as ruas, as termas e a muralha, e há mosaicos que continuam no chão onde foram postos, como os da Casa dos Repuxos.

Quando os bispos trocaram Conímbriga pela vizinha Aeminium, levaram o nome com eles. Aeminium é hoje Coimbra.

Foto: Hugo Ferreira, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

≈ 30 km

Mata Nacional do Buçaco

Junte uma paragem no Luso, logo abaixo, a vila das termas e da água.

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A história

No século XVII, os frades carmelitas descalços muraram esta mata para ali viverem em recolhimento, e foram plantando árvores trazidas de muitos pontos do mundo. Em 1810, na serra, travou-se a Batalha do Buçaco contra as tropas de Napoleão.

Entre o fim do século XIX e 1907 construiu-se o Palace Hotel, em estilo neomanuelino, pensado como residência real no meio da mata.

Foto: Soniapampa, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

≈ 25 km

Penacova e o Mondego

Prove os pastéis de Lorvão, nascidos no mosteiro ali ao lado.

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A história

Uma vila empoleirada sobre o Mondego, com miradouros para o vale e, a poucos quilómetros, os moinhos de vento da Portela de Oliveira.

No verão, descer o rio de canoa a partir de Penacova é um clássico da região.

Foto: Gerd Eichmann, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0

Distâncias aproximadas, por estrada, a partir da Oryza. Horários e preços mudam; confirme antes de ir.

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Ao fim do dia, volte para casa

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